terça-feira, 31 de março de 2015

A efetividade das ações



Uma empresa portuguesa está a recolher do mercado todo um lote de medicamento de uso injetável, por erro de informação na rotulagem. As entidades que possuem este lote de medicamento em estoque não o podem comercializar, dispensar ou administrar.

Pequenos erros de rotulagem têm custado caro às indústrias de todo o mundo e fazem parte de muitos capítulos da história de desvios da qualidade de produtos para uso humano e animal.

O desvio ocorrido em março de 2015, desta vez, deu-se na indicação do prazo de validade que, ao invés de 2016, foi registrado 2106. No caso, a inversão dos números aumentou de forma perigosa para 90 anos o prazo de validade do injetável.

No passado, um caso constrangedor aconteceu com uma empresa americana de cereais. A troca de apenas um digito no telefone destinado ao atendimento ao consumidor levava os clientes que tentavam se comunicar com o S.A.C.  da companhia, para um serviço de telesexo.

Possivelmente serão poucos, aqueles que acreditam que desvios assim não mais se repetirão…

… A questão a ser levantada é: Como estamos constatando tecnicamente a efetividade das ações preventivas e corretivas aplicadas às análises e tratamento de desvios. 


 Carlos Santarem


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