terça-feira, 10 de setembro de 2013

As BPL


Em um universo de análises laboratoriais que exigem recursos humanos, financeiros e materiais de monta, não é difícil imaginar indivíduos sem caráter falseando resultados de testes com o objetivo de ganhos financeiros ou de outros ganhos pessoais e profissionais. Não foram poucos os casos em análises clínicas e nas indústrias farmacêuticas que se tornaram eventos marcantes os quais ajudaram a escrever a história de desvios da qualidade de tais segmentos.

As Boas Práticas de Laboratório foram criadas, em grande parte, em função do sem número de falhas evidentes, das mais variadas espécies, associadas às atividades laboratoriais. Pior: muitos erros provocados de maneira voluntária e criminosa.

Agora a Vigilância Sanitária interdita um laboratório de análises clínicas no Brasil por um conjunto de não conformidades, entre elas, “laudos falsos de exames e produtos vencidos entre o material reagente de exames”.

Este, na verdade é um caso de polícia; mas é fato que, infelizmente, parte da evolução das Boas Práticas no mundo se deu por razões ligadas a casos de polícia e até mesmo casos de morte. O descuidado com tais práticas, a aí se incluem aquelas de laboratório, além do grave impacto na reputação das empresas, em suas marcas e em suas vendas, atinge clientes e consumidores de maneira contundente.

O uso voluntário de reagentes vencidos, o emprego de amostras “batizadas” e resultados falseados, são práticas que podem ser inibidas por treinamentos sensibilizantes e por auto-inspeções periódicas, nas quais tem de ficar muito clara para os colaboradores a importância dos procedimentos internos da companhia, a política de qualidade da empresa e as exigências governamentais quanto às Boas Práticas de Laboratório. A constatação de tais práticas exige outras ações, entre elas, uma análise rigorosa de causa raiz de não conformidade tão crítica, exigindo também outras ações com igual rigor...