quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Documentação Técnica – Parte 1

 
O cuidado em manter a história de cada um dos lotes fabricados de medicamentos para uso humano passa por exigências regulatórias e legais. No tocante às exigências regulatórias há muitos anos convivemos com aquelas das Boas Práticas de Fabricação. Quanto às exigências legais, a defesa do consumidor impõe uma lei que nos obriga a guardar a história dos lotes por mais de uma década, caso tenhamos o interesse de assegurar claras evidências documentais de que fabricamos os nossos produtos conforme prescrito. Isto vale também para medicamentos dedicados a uso veterinário, para cosméticos e outros tantos produtos.
 
A documentação dos lotes produzidos é uma das provas cabais que protege a imagem das empresas e a sua guarda tem de ser feita de maneira adequada, uma vez que o resgate futuro de tais documentos, dois, três e até dez anos depois pode esclarecer muitas dúvidas sobre as condições de fabricação dos produtos. Mal guardados, em condições inadequadas, o resgate pode provocar surpresas desagradáveis, como por exemplo, corroídos pelos bibliófagos e em péssimas condições.
 
Um dos primeiros cuidados que devem ser tomados a fim de garantir o resgate dos documentos em condições ideais é armazená-los em um prédio diferente daquele onde ocorrem as operações de produção. Isto pode ser feito, nas próprias instalações da empresa ou em outro local fora da planta.
 
Este cuidado vislumbra uma medida de segurança lógica e de extrema importância: em situações de sinistros que possam ocorrer na fábrica, como incêndios e inundações, os documentos não serão atingidos.
 
Para quem já trabalhou (como eu) em uma indústria farmacêutica que foi grandemente destruída por um incêndio, este cuidado é altamente recomendável. Para quem nunca viveu este problema é uma medida de prevenção que vale ser considerada...
 
Continua.

Licença Creative Commons
"Documetação Técnica - Parte 1" de Carlos Santarem
é licenciado sob uma

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