quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nosso Interesse

Não é pequeno o grau de dificuldade em contratar pessoal qualificado para muitas atividades das empresas, e temos ciência de que este fenômeno não se restringe ao Brasil. Parte desta dificuldade reside no péssimo nível de qualidade na formação escolar do indivíduo. Os termos “primeiro grau” e “segundo grau” não mostram mais, há muito tempo, o que tais pessoas devem (ou deveriam) saber.
Cálculos simples de rendimentos de lotes e claros registros manuscritos de informações de produção são exemplos simples e contundentes. Vemos uma infinidade de erros de matemática e de português feitos pelo pessoal operacional que afetam a qualidade da documentação que reporta a história dos lotes.
Como se esperar melhorar os indicadores de desempenho, se “números” é uma “coisa estranha" para um grande percentual de pessoas que atuam no ambiente? Como assegurar que os lotes sejam produzidos de forma padronizada, se a leitura das instruções de produção é algo dificultoso, e às vezes até desprezado por muitos?
Em síntese, não devemos desprezar o óbvio que está visível e a nossa frente, expondo nossas operações a desvios de qualidade. Temos de atuar com treinamento de matemática básica e noções do idioma português que sejam bem desenhados e de acordo com as necessidades da empresa. Temos de fazer o que as escolas não estão fazendo, em nome da qualidade de nossos produtos e serviços, em nome dos lucros e da reputação da empresa.
 
Carlos Santarem


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