quinta-feira, 3 de maio de 2012

Teste seu Instrutor


A busca e escolha de profissionais para ministrar treinamentos nas empresas não é uma tarefa fácil quando nosso objetivo é associar todos os conceitos ao que de fato acontece na prática, gerando benefícios reais para a empresa.

Atualmente, um universo de nomes se dispõe através de vários meios de comunicação oferecendo os melhores cursos, com os melhores palestrantes, com as melhores formações e com empresas associadas às melhores instituições e associações. No entanto, muitas das vezes é possível que, apesar de toda esta qualidade de oferta, todo o conhecimento passado por tais treinamentos fiquem restritos às salas de aula, não sendo refletidos na prática.

Mais: Em alguns casos, quando a empresa se empenha em verificar a qualificação e a formação do palestrante, descobre-se que elas não são compatíveis com o que é anunciado. Até mesmo alguns anúncios e e-mails nos quais constam associações, quando verificadas, elas não correspondem a verdade.

Mais do que antes o treinamento de equipes é considerado fator crítico de sucesso para as organizações tidas como vencedoras. Para alguns segmentos, como o de produção de medicamentos, o treinamento de pessoal é compulsório exigindo-se, inclusive que a empresa certifique-se da qualificação do palestrante. A atual RDC-17, resolução da agência reguladora nacional que dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de medicamentos reza no seu Art. 91: “As equipes de consultores e de contratados devem ser qualificadas para os serviços de treinamento que prestam. Devem ser incluídas evidências da qualificação nos registros de treinamento.”.

Algumas questões deste teste se referem às ações de verificação da sua empresa antes da contração de um palestrante/ instrutor externo. Outras questões se referem às ações verificação de durante e após a realização dos trabalhos com os Instrutores externos.

1. Conhecimento: O Instrutor tem real conhecimento sobre o tema e tem por hábito enriquecer seus cursos com muitos exemplos e casos vividos estimulando a análise e discussão.
sempre frequente às vezes nunca
2. Motivação: O Instrutor oferece um ambiente com várias opções de busca sobre os benefícios do tema para seus aprendizes adultos nas quais eles mesmos podem identificar as vantagens do treinamento para a empresa, seus clientes, para os colaboradores e – principalmente – para eles próprios?
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3. Audiência: O Instrutor entende sua audiência de forma heterogênea e, em função disto, tem suas apresentações com ferramentas que o auxiliam a levar o conhecimento de forma harmônica, utilizando os “dialetos corporativos” corretos e os estilos visual, auditivo e sinestésico de aprendizado com habilidade?
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4. Exposição: O Instrutor se expõe aos aprendizes e os provoca a fazer todo tipo de questionamento, sem fugir a nenhuma pergunta, mesmo que necessariamente não faça parte do conteúdo programático previamente estabelecido? A frase “Este assunto não faz parte do escopo do nosso treinamento” não é do seu uso.
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5. Trocas: O Instrutor permite total interação entre as partes e promove situações nas quais ele saia provisoriamente da posição de mestre dando este lugar a um participante com seu conhecimento e experiência?
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6. A customização: O Instrutor trabalha exclusivamente com material e conteúdos pré-elaborados ou tem o cuidado de realizar contatos prévios com a empresa no sentido de adequar seu conteúdo de forma customizada e mais efetiva para suas equipes.
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7. A Experiência como profissional: O Instrutor tem experiência prática no tema e é respeitado no segmento?
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8. Prática como Instrutor: O Instrutor possui vivência prática em aulas para adultos, em pós-graduação e em treinamentos corporativos. Reúne um grande universo de pessoas que passaram por seus cursos em cursos e eventos?
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9. Formação: O Instrutor é estudioso e tem formação no assunto do treinamento. Sua habilitação pode ser comprovada por documentos originais e não exclusivamente por folderes de divulgação dos seus cursos? Sua empresa faz este tipo de verificação?
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10. Referências: As referências sobre o Instrutor - de clientes e de outras fontes* – são compatíveis com àquelas divulgadas por ele? As referências também são compatíveis? * Apenas como exemplo: Linkedin, Facebook, Twitter, Orkut e associações nas quais ele diz fazer parte ou sua empresa (ABED). Sua empresa faz este tipo de verificação?
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Clique no botão abaixo para obter a soma dos pontos e veja em qual interpretação se enquadra a empresa.
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A interpretação .....................................................................
Igual ou maior do que 40 pontos: Empresa vencedora. 
Uma empresa que pode ter uma boa equipe interna de treinadores e ainda investe em bons nomes de fora para seus treinamentos corporativos, preocupando-se em buscar no mercado os profissionais respeitados, com experiência e que saibam passar seus conhecimentos de forma efetiva. É uma empresa que se preocupa em fazer uma rigorosa avaliação prévia daqueles instrutores que contrata e o treinamento de suas equipes é uma ferramenta importante do sucesso corporativo.  De 25 a 39 pontos: Empresa Sobrevivente  Uma empresa que sabe da necessidade de bons treinamentos ministrados por bons profissionais e o quanto esta ação pode se transformar em benefícios para o negócio. É possível que tenha sua própria equipe de treinadores que se empenham em ministrar bons cursos. É empresa que investe na formação continuada de seus instrutores e multiplicadores internos. Procura por instrutores externos de bom nível, mas sem um programa bem elaborado, nem um cuidado maior a respeito da escolha de nomes. Eventualmente pode sofrer com surpresas a respeito de treinamentos realizados aquém das expectativas ou com eventos cujos conceitos não se refletem na rotina em atitudes de melhoria e ganhos.  De 18 a 38 pontos: Empresa Perdedora Uma empresa cujo pensamento sobre “treinar pessoas” é tipicamente um item de despesa da empresa cujos resultados não são imediatos, como se gostaria, nem trazem os benefícios desejados. Em algumas ainda podem até ocorrer algum tipo de treinamento por empenho dedicado de alguns colaboradores. Caso tenha alguma equipe interna de treinadores é possível que não seja prestigiada e/ ou só exista por exigências regulatórias. Em tais empresas, o investimento com instrutores externos contratados é considerado um verdadeiro desperdício. Nestas empresas já se pode notar um número maior de desvios da qualidade, reclamações de clientes, devolução de produtos e perda de alguma fatia de mercado.  Menor do que 18 pontos: Empresa “em Coma”  Uma empresa que sofre por não ter feito suas obrigações no passado, incluindo-se aí aquela de treinar suas equipes e torná-las competentes para qualquer adversidade. Não é empresa que invista na formação continuada de bons instrutores e multiplicadores internos. Tais empresas descobrem da maneira mais dolorosa que “Seria mais fácil e mais barato treinar em tempos de paz”. Seus treinamentos não ocorrem ou ocorrem apenas para "cumprir tabela" ou como medidas corretivas.

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